Primeira Conferência Internacional da OMS começa no dia 29

22 de junho de 2011

Cientistas apresentam ação antimicrobiana do cobre em resultado inédito que relaciona taxa de infecção hospitalar com uso do metal

Pela primeira vez no mundo, cientistas vão divulgar números relacionados à taxa de infecção e a evolução do paciente em um ambiente hospitalar equipado com superfícies de cobre.

A Primeira Conferência Internacional sobre Prevenção e Controle de Infecções, organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) começa na próxima semana, dia 29, em Genebra e se estende até o dia 2 de julho.

O doutor Michael Schmidt da Universidade Médica da Carolina do Sul, EUA, apresentará as conclusões de um estudo clínico de três centros onde as superfícies de contato foram substituídas por cobre antimicrobiano em unidades de terapia intensiva, para avaliar o impacto da contaminação superficial e os resultados nos pacientes. Este estudo, financiado pelo Departamento de Defesa dos EUA, já demonstrou uma redução superior a 90% na contaminação microbiana do cobre em comparação com os materiais padrão de atendimento médico.

O professor Bill Keevil, da Universidad de Southampton, no Reino Unido, fará uma apresentação relacionada com pesquisa sobre o mecanismo pelo qual o cobre exerce seu efeito antimicrobiano em organismos resistentes a antibióticos. O cientista chegou à conclusão de que a destruição rápida e completa dos agentes patógenos poderia prevenir o desenvolvimento de mutações de resistência e também ajudar a reduzir a propagação de genes resistentes aos antibióticos para organismos receptivos e potencialmente mais nocivos, assim como os genes responsáveis pela contaminação.

A apresentação tem suporte do Cobre Antimicrobiano que apoiará estas apresentações com reportes científicos e informação sobre os aspectos práticos da implementação do cobre antimicrobiano. Estarão em exibição mostras dos produtos com superfície de contato de cobre em uma gama de cores e acabamentos. Também será apresentado um vídeo da Universidade de Southampton sobre a transmissão ao vivo, mostrando como micróbios patógenos como o MRSA (Estafilococo aureus resistente à meticilina) é eliminado rapidamente em contato com uma superfície de cobre e sobrevive sobre o aço inoxidável.