. FEMAMA lança campanha nacional de alerta sobre a importância da mamografia na detecção precoce do câncer de mama

5 de outubro de 2011

OUTUBRO ROSA 2011

A FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) lança, nacionalmente, em coletiva de imprensa no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o Outubro Rosa 2011. O movimento, de abrangência mundial que foi trazido para o Brasil em 2008 pela FEMAMA, visa conscientizar a comunidade brasileira sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama.

De acordo com a presidente da entidade, a médica mastologista Maira Caleffi, o Outubro Rosa prevê atividades ao longo de todo mês, em várias cidades do país, das quais destacam-se a iluminação de prédios e monumentos históricos na cor rosa, como o Cristo Redentor e o Santuário Nossa Senhora da Penha, no Rio de Janeiro, e o Congresso Nacional, em Brasília. A madrinha desta edição é a atriz Luiza Tomé. A artista é protagonista da peça – Uma assim outra assando – de Xico Abreu, que estreia em Brasília, no dia 21 de outubro, e aborda a questão do câncer de mama.

São parceiros da FEMAMA na edição 2011 do Outubro Rosa: Nestlé Purina Cat Chow; Dia Rosa; Mentor; Azul Linhas Aéreas; Embraer; G2 Brasil; e Estée Lauder e American Cancer Society (ACS).

CAMPANHA: Nesta edição 2011 do Outubro Rosa, a FEMAMA lança a campanha “Faça por mim”, criada voluntariamente pela G2 Brasil para o movimento. A campanha tem como foco a detecção precoce da doença e é dirigida às mulheres e às pessoas que convivem com elas. A proposta da FEMAMA é envolver toda a comunidade em torno não só do entendimento acerca da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, mas, também – e principalmente – incentivar as mulheres a terem uma atitude em relação a isso. “O exame de mamografia detecta com grande margem de segurança um tumor no seio antes que se possa sentir o nódulo e, se realizado na fase inicial da doença, aumenta em aproximadamente 95% as chances de cura”, explica Maira Caleffi.

Com o conceito “Mamografia. Se não fizer por você, faça por mim”, a campanha tem como principal meta romper mitos e barreiras em relação à mamografia. Para alcançar esse objetivo, a G2 Brasil criou filmes que serão veiculados nas principais emissoras de rádio e TV, anúncios que circularão em publicações nacionais, além de peças gráficas (banner, folhetos, faixas) e para web. “Pensamos numa campanha que mobilizasse todas as pessoas que amam e fazem parte da vida das mulheres. A ideia é deixar claro que podemos fazer tudo por nossas mães, irmãs, esposas e amigas, mas que só elas podem fazer algo em benefício próprio e também por nós, a mamografia”, afirma Sérgio Brandão, CEO e presidente da G2 Brasil. De acordo com Cristiane Albano, diretora de Criação da agência, o objetivo da comunicação é mostrar que a família e os amigos estão ao lado dessa mulher e eles são o apelo perfeito para que ela não tenha medo e faça a mamografia.

NÚMEROS DA DOENÇA - Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos. O INCA estima que este ano cerca de 50 mil mulheres vão ter câncer de mama no país, sendo que o Rio de Janeiro é o estado brasileiro com o maior número de casos da doença, seguido pelo Rio Grande do Sul e São Paulo.

Diante desta realidade, a FEMAMA atua nacionalmente, por meio de 53 entidades associadas, na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama. Segundo Maira Caleffi, para mudar o cenário atual do câncer de mama no Brasil, é preciso a união de esforços entre o poder público e privado com a sociedade civil para que seja oferecido um tratamento de qualidade em todo país.

A entidade defende que a cobertura mamográfica no Brasil atinja pelo menos 75% do território nacional. Isso porque, segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 12% das mulheres entre 40 e 70 anos conseguem fazer o exame no País. “Atualmente, existe uma concentração de aparelhos em apenas algumas regiões. Outros equipamentos que deveriam estar funcionando a pleno vapor estão sucateados ou não recebem uma demanda significativa. Além disso, há aparelhos que apresentam baixa produtividade”, comenta Maira.

A FEMAMA defende, ainda, que 100% dos serviços de saúde pública e suplementar estejam capacitados e certificados para o controle do câncer de mama. Ainda alerta sobre a importância da agilidade no tratamento, que deve iniciar em no máximo 30 dias após o diagnóstico.